Devaneios, alguma literatura e desabafos...

terça-feira, fevereiro 07, 2006


Mudando de idéia
Por circunstâncias íntimas que, por íntimas, aqui não vêm ao caso, caiu-me nas mãos Memória de minhas putas tristes, romance do colombiano Gabriel García Márquez, como todos sabem. Entendi como movimento do acaso essa terceira ou quarta vez que pequeno volume chegou a mim. Numa dessas tentativas, minha sócia, Tali, tentou me convencer a lê-lo. E agora, enquanto avanço no primeiro terço do trabalho, lembro das suas palavras, as da Tali, indagando o motivo sobrenatural que me levou a não gostar de Gabriel, um dos seus autores preferidos, creio, e que a mim nada significa. Até Memória..., não me empolguei por nada do que li dele, incluindo o emblemático Cem anos de solidão. Hoje, para meu próprio assombro, estou gostando tanto de Memória... que me disponho, embora no futuro, a rever minhas prevenções quanto à literatura da qual Gabriel é símbolo maior. Vou tocar ficha. Depois, conto.

G.M.

5 comentários:

Anônimo disse...

Upalele! Esse blog "tá é bom dimais,bichinho"!!! Muita literatura, cimema, comentarios finos,elegantes e sinceros e, é claro aquela pitadinha de "devaneios"(sempre necessária)
Muito bom TT,muito bom...
Bejiokas em vc tb Gata Garota

Karina

Anônimo disse...

Bá, Gus! Tá lendo "Memória..."? Apesar de não ser lá um grande livro de García Márquez, li por recomendação de meu sogro. Descrente na história de um senhor de 90 anos que ainda consegue ter uma ereção, comentei com ele (77 anos), que não achei o enredo nada verossímel. Ele pensou, me olhou e disse: "Tu acha, guriazinha, que homem nessa idade não come mais ninguém? O negócio funciona e muito bem até a morte. Questão de honra e de pensamento positivo". Ok, bem pai do Gui. Depois disso, gostei do livro.

Anônimo disse...

Hum-hum. Livro despretensioso, o Memória. Tu gostou porque não tem nada do realismo mágico que ele sempre utilizou. Parece que agora se aposentou, o García Márquez. Pena...Aproveita a leitura, amore!

Anônimo disse...

Estou aproveitando sim, Tali. Belinha, o Singer é muito bom, né? Paralelamente ao Gabriel estou lendo uma seleção (feita por ele mesmo) dos contos mais antigos. São 47 trabalhos escolhidos a dedo, uma fase mais religiosa, dogmática, até meio sobrenatural. Mas os elementos todos que o fariam o Singer que a literatura universal conheceu mais tarde já estavam ali. Vou escrever com calma sobre isso depois que terminar (é mais ou menos do tamanho do catálogo da Listel...)Bj,

Vica disse...

Comigo foi ao contrário. Amei 100 anos de solidão, o amor nos tempos do cólera, etc... E comecei a ler o "Memórias" e a achar uma porcaria, mas quando cheguei ao final mudei de idéia, e achei o livrito excelente.

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